Nos últimos meses, autoridades policiais e instituições de saúde em todo o Brasil têm registrado um aumento do número de golpes em que criminosos se passam por profissionais ou representantes de hospitais e instituições de saúde para aplicar fraudes envolvendo “exames falsos” ou “assinatura de documentos”, realizando cobranças indevidas em domicílio com pagamento de taxas fictícias, passando valores diversos em máquinas de cartão.
Um dos casos mais recentes aconteceu no Rio de Janeiro, em que uma idosa de 76 anos perdeu cerca de R$ 160 mil ao acreditar em um falso contato de supostos funcionários de um hospital, que afirmaram que seus exames haviam apresentado alterações e que a entrega do laudo dependia de uma taxa especial.
Como funciona esse tipo de fraude
Embora os golpes possam variar a sua forma, os mecanismos mais comuns observados são os mesmos:
– Contato de falsos representantes: os golpistas se passam por funcionários de setores administrativos, normalmente através de whats app com o logo do hospital e alegam que o paciente realizou um exame com problema ou que o laudo não pode ser liberado online, ou ainda que será necessária a assinatura em documentos pré-cirúrgicos.
– Oferta de “entrega a domicílio”: é oferecida uma suposta entrega do exame ou assinatura por meio de motoboy ou serviço terceirizado, mediante o pagamento de uma taxa.
– Uso de maquininhas adulteradas: na tentativa de cobrança, o dispositivo pode exibir um valor pequeno, mas na realidade registra transações muito maiores ou permite fraudes bancárias.
– Pressão psicológica e urgência: os criminosos exploram o momento de fragilidade dos pacientes ou familiares, criando sensação de urgência para que o pagamento seja feito rapidamente.
O impacto para as vítimas vai além do prejuízo financeiro, atingindo também a sensação de segurança e confiança, aproveitando um momento de vulnerabilidade emocional.
Recomendações para se proteger
Para evitar cair em golpes envolvendo exames ou cobranças indevidas, busque sempre o senso de “alerta e atenção” a ligação ou mensagem. Algumas medidas simples podem ser adotadas com eficácia. Confira quais tomar:
– Verifique sempre a origem da ligação ou mensagem.
– Confirme qualquer solicitação de pagamento ou entrega com a instituição de saúde diretamente pelos canais oficiais, antes de responder ou fornecer qualquer dado pessoal.
– Não atenda chamadas ou mensagens que não sejam de números previamente verificados.
– Desconfie de pressão ou urgência na solicitação.
– Criminosos costumam usar o senso de urgência ou ameaças para convencer a vítima a pagar sem conferir a informação.
– Hospitais não cobram taxas de entrega de exames nem exigem pagamentos via motoboy ou terceiros.
– Não compartilhe dados pessoais ou bancários.
– Cuidado com transações com cartão. Se solicitado pagar com cartão, confira o valor na máquina e no comprovante antes de autorizar.
– Em caso de dúvida, não realize a transação e contate a Instituição.
– Em caso de suspeita, denuncie as autoridades legais. Registre um Boletim de Ocorrência (BO) junto à Polícia Civil.
– Informe imediatamente a instituição de saúde para que possam alertar outras pessoas.
Orientações do Hospital Dom Alvarenga
O Hospital Dom Alvarenga reforça que jamais solicita impressão de documentos, informações pessoais ou cobrança de valores sem o consentimento prévio do paciente.
O Hospital não possui serviço de entrega de documentos com cobrança domiciliar nem envia motoboys para esse fim.
Qualquer contato suspeito, feito por mensagem, ligação ou visita, deve ser ignorado e reportado imediatamente pelos canais oficiais do hospital.
Em caso de dúvidas ou para verificar qualquer informação relacionada a exames, resultados ou cobranças, entre em contato com nossos canais oficiais.
Considere apenas mensagens enviadas pelo número verificado com selo azul: (11) 2163-1700.
Sua segurança e tranquilidade são nossas prioridades.
Responsável: Departamento Jurídico


















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